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Mensagens

A mostrar mensagens de 2010

Voltar a Belém!

Com a proximidade do Natal num ano marcado pela insegurança e pela contenção de gastos, somos especialmente convidados a reflectir sobre a origem pobre de Jesus e sobre a verdadeira realidade do primeiro Natal. Segundo os relatos bíblicos, Maria e José viviam em Nazaré, mas foram a Belém, terra natal de José, descendente de David, a fim de registar-se no recenseamento ordenado pelo imperador Augusto. Enquanto estavam em Belém, Maria deu à luz o seu Filho, colocando-o numa manjedoura, pois não havia lugar para eles na hospedaria (cf. Lc 2,1-7). Os primeiros a visitarem o Menino não foram os nobres ou ricos, mas sim os pastores da região, povo simples e trabalhador. A apresentação no templo, agora em Jerusalém, dá mais alguns indícios da origem humilde de Jesus. O livro do Levítico diz que: “Se a pessoa não tiver recursos para oferecer um animal pequeno, levará para o Senhor duas rolas ou dois pombinhos” (Lv 5,7). José e Maria não oferecem um cordeiro, como era exigido, mas sim dois pomb...

Vem, Senhor Jesus!

A encarnação do verbo é um momento fundamental na história da salvação. É a confirmação de que Deus é o nosso Pai e nos ama. É o momento em que a divindade assume a natureza humana a fim de inundá-la com a Sua graça. Exatamente porque este é um momento especial, a nossa preparação para o receber e recordar deve ser especial. Desde os primeiros séculos do Cristianismo este tempo é vivido de forma privilegiada, sendo chamado de Advento. A primeira referência ao tempo do Advento vem da Espanha, já no ano 380. O Sínodo de Saragosa prescreveu uma preparação de três semanas antes da Epifania, data em que antigamente se celebrava também o nascimento de Jesus. Posteriormente a França assumiu uma preparação de seis semanas antes desta festa e no século V, através do Sacramentário Gelasiano, o Vaticano adoptou como oficial este tempo de meditação. Não tardou para que em todas as comunidades cristãs começasse a viver o Advento como preparação para a grande festa do Natal. Advento vem da ...

Nossa Senhora Aparecida

Em Outubro de 1717, Domingos M. Garcia, João Alves e Felipe Pedroso saíram nas suas canoas para mais uma jornada de pesca no rio Paraíba. Depois de algumas horas de trabalho sem terem tirado um peixe sequer do rio, João Alves puxou a sua rede e encontrou o corpo de uma Nossa Senhora, sem a cabeça. Lançando outra vez a rede, tirou a cabeça da mesma Senhora da Conceição. A partir desse momento a pescaria foi abundante e tiveram de voltar a casa por medo de naufragarem com tanto peso. Felipe Pedroso conservou esta imagem em sua casa durante algum tempo, depois fizeram-lhe uma capela onde diversos devotos iam orar. Muitos milagres se sucederam até ao dia de hoje. Em 1929, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada Rainha e Padroeira do Brasil. A coroa e o manto azul-marinho que cobrem a imagem negra de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foram doação da princesa Isabel, devota da Virgem. O actual santuário é um dos maiores do mundo. Oração Querida Mãe Nossa Senhora Aparecida, que nos amais e ...

25º domingo do tempo comum C

Neste 25º domingo do tempo comum, a liturgia da palavra nos convida a meditar sobre a administração dos bens e as implicações da riqueza. Na primeira leitura vemos a quarta visão do profeta Amós. Amós viveu no século oitavo a.C., um tempo de grande prosperidade em Israel, mas também um tempo de muita injustiça e corrupção. Amós é um simples pastor chamado por Deus para denunciar a situação de hipocrisia, opressão e injustiça que se vivia principalmente nas grandes cidades daquele tempo. No excerto que hoje lemos, Amós dirige-se aos comerciantes, que utilizam todos os meios possíveis para lucrar, mesmo que isso passe pela fraude, pelo suborno, pelo engano do povo simples e humilde. A exploração chegava a tal ponto que algumas pessoas eram escravizadas para poderem pagar as dívidas. Pela profecia de Amós vemos que Deus coloca-se do lado dos pobres e oprimidos e pune severamente os exploradores. Amós afirma que a destruição de Israel será completa devido à injustiça que impera em todos os...

Os mensageiros de Deus

Ao longo de toda a Sagrada Escritura, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, são abundantes as referências aos anjos, tidos sempre como mensageiros. Deus, o Todo-Poderoso, o “Inacessível”, quer comunicar-Se connosco e utiliza os anjos como porta-vozes da Sua mensagem. Eles fazem a ligação entre o céu e a terra, entre Deus e a humanidade. São criaturas espirituais dotadas de inteligência e vontade, que representam a presença de Deus e da Sua Palavra no nosso meio, um significado um tanto diferente do que actualmente vemos divulgado por diversas correntes esotéricas. Na iconografia cristã, os anjos geralmente têm asas de pássaros e uma auréola. São retratados com uma beleza delicada e uma energia própria, por vezes como crianças, símbolo da inocência e da virtude que são dotados. Muitos relatos associa-nos a fenómenos miraculosos, mas a sua missão é sempre ajudar o ser humano em seu processo de crescimento físico e espiritual. Desde o século I os anjos são citados e estudados por teó...

Munificentíssimo Deus

No editorial de Maio, recordamos a forte devoção à Nossa Senhora presente na comunidade cristã desde os primeiros tempos. Esta estima é confirmada mais uma vez neste mês de Agosto, pois no próximo dia 15 celebramos a Assunção de Maria ao Céu. Esta devoção surgiu no século IV, em Jerusalém, e é celebrada desde o século VI pelas igrejas do Oriente como solenidade. Chamada inicialmente de “trânsito” ou “dormição de Maria”, difundiu-se no Ocidente a partir do séculoXIV. Em 1 de Novembro de 1950 a Assunção de Nossa Senhora foi proclamada dogma de fé, pelo Papa Pio XII, através da bula Munificentissimus Deus. Após estabelecer a relação entre a Imaculada Conceição e a Assunção, e resumir os testemunhos da crença na Assunção, a devoção dos fiéis e o testemunho dos Santos Padres, Pio XII escreve: «Depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus omnipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para ho...

Meu Senhor e meu Deus!

Estimado leitor, o que é a fé? O que significa esta palavra tão simples, mas que é repetida imensas vezes em todos os tempos e lugares? O que ela representa na sua vida? Gostava de convidar cada um de vós a parar por alguns minutos e reflectir sobre a fé. Este convite não é ao acaso. Parte de uma das festas litúrgicas comemoradas este mês: a festa de São Tomé. Todos conhecemos o Apóstolo Tomé, escolhido por Jesus para ser um dos Doze, conforme nos narram os evangelhos: Mt 10,3; Mc 3,18; Lc 6,15. João chama-o “O Gémeo” (Jo 11,16) na passagem em que Tomé convida os companheiros a acompanhar Jesus logo após saberem da morte de Lázaro. Sabemos também que ele estava presente com a comunidade no dia de Pentecostes e que saiu em missão para evangelizar o Oriente. A tradição diz-nos que foi evangelizar a Índia, onde morreu mártir. Não são muitos os dados sobre a sua vida, mas há dois factos muito significativos que nos ajudam a reflectir sobre o verdadeiro significado da fé. O primeiro é narra...

13º domingo do tempo comum

Caros ouvintes, bem vindos ao “meditar a palavra”. Neste 13º domingo do tempo comum, as leituras convidam-nos a reflectir sobre o tema do seguimento. Logo na primeira leitura, do livro dos Reis, vemos narrada a unção do profeta Eliseu. Enviado por Deus, Elias vai a procura de Eliseu e passa sobre ele o seu manto, num sinal de escolha e unção. O manto é o símbolo da actividade profética, que é empenhativa, exigente e deve estar acima da família, dos bens e do trabalho. Eliseu mostra-se totalmente disponível a este chamamento e logo se põe a caminho, respondendo com firmeza e sem hesitação, diferente de Moisés e Jeremias, por exemplo. Uma nota interessante deste texto é que o chamamento de Eliseu acontece no quotidiano, enquanto arava o campo, e não do templo ou durante uma cerimónia religiosa. Isso é muito significativo para nós hoje, pois mostra que todos nós devemos estar atentos aos sinais que Deus nos dá no nosso quotidiano. A nossa vocação é revelada nas actividades diárias que des...

O CORPO DE DEUS

No primeiro dia do tríduo pascal, quinta-feira santa, celebramos a Ceia do Senhor. É o momento no qual fazemos memória da Instituição da Eucaristia. Reunido com os Seus apóstolos, Jesus tomou o pão e o vinho e os consagrou. Ao partir o pão, disse: “Isto é o meu corpo”; e ao distribuir o vinho, disse: “Isto é o meu sangue”. Partilhar do Corpo e Sangue de Cristo é entrar em verdadeira comunhão com a Sua vida e missão. É deixar-se transformar por Ele. É sinal de extrema aceitação do Seu evangelho e união com o Seu projecto. É o sinal da nova aliança entre Deus e a humanidade. Em todas as celebrações eucarísticas revivemos este mistério e Cristo se torna presença real em nosso meio através do Seu Corpo e Sangue transubstanciados. Mesmo assim, ao longo da história sempre houve a necessidade de destacar a importância e profundidade do Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor, surgindo já no século XIII a Solenidade de Corpus Christi (Corpo do Senhor, Corpo de Deus), instituída pelo Papa Urbano IV...

SANTÍSSIMA TRINDADE

Neste domingo celebramos a solenidade da Santíssima Trindade. Pai, Filho e Espírito Santo formam uma comunidade perfeita, unida pelo amor. São um único e mesmo Deus, que criou o ser humano e actua constantemente na história para nos conduzir à liberdade e à vida plena. Na Eucaristia, que inicia e termina em nome da Trindade, celebramos a fé e o amor de Deus Trino e caminhamos para a compreensão plena da grandeza de Deus revelado em Jesus Cristo e continuamente actualizado pelo Espírito da verdade. Nela também aprendemos o que significa ser cristão, baptizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e como agir coerentemente com este sinal, formando também nós comunidade no amor. Cada uma das leituras de hoje enfoca uma das três pessoas da Trindade. Mas, como são inseparáveis, veremos que em todas as ocasiões é sempre a Trindade que age. Durante muitos anos a tradição da Igreja atribuiu ao Pai a Criação, ao Filho a Redenção e ao Espírito Santo a Santificação. Aprofundando o mistéri...

Maio, mês de Maria!

Maio é o mês tradicionalmente dedicado a Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe. Maria era filha de Joaquim e Ana, prometida em casamento a José. À primeira vista uma mulher comum, como qualquer outra do seu tempo. Seguidora dos mandamentos bíblicos e dotada de diversas qualidades. Fiel às tradições judaicas, fiel ao seu tempo e à sua cultura. No entanto, certo dia esta adolescente moradora de Nazaré recebe a visita de um anjo (cf. Lc 1,26-33) e tudo muda: na sua vida e na própria história da humanidade. Uma nova criação era anunciada, um novo futuro traçado. Através da sua resposta – «Eis a escrava do Senhor. Faça-se em Mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38) – Maria diz sim ao projecto proposto por Deus, para ela própria e para a humanidade. O seu “sim” marca o início de um novo tempo e da admiração e carinho de todos os que com ela conviverem. Deste modo se inicia a participação de Maria no plano salvífico de Deus. A menina simples de Nazaré tornou-se modelo de fé, de doação, de seguimento, de...

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V DOMINGO DA PÁSCOA

No quinto domingo da Páscoa (2 de maio), continuamos a reflectir sobre o profundo significado da morte e ressurreição de Cristo. As leituras de hoje traçam um interessante percurso que mostra como as comunidades cristãs devem testemunhar o evento pascal e viver no quotidiano as consequências de sua opção pelo evangelho. O trecho do evangelho de João desta semana corresponde ao início do discurso de despedida. Jesus está reunido com os discípulos para a Ceia. Quando Judas sai do Cenáculo a fim de o entregar, Jesus fala aos discípulos sobre o significado daquele momento. É a sua Hora que está para chegar, é o momento da Sua glorificação. A Glória, no evangelho de João, significa revelação. Recordemos o prólogo de João. Ali lemos: «A palavra fez-se Homem e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória». A glória de Jesus é a revelação plena do projecto de Deus, e ela chegou neste preciso momento. Jesus sabe qual é o seu destino, sabe qual é o seu projecto. Ele manifesta-se plenamente...

Lançamento da colecção "Perguntas à procura de resposta"

Em nome da PAULUS Editora, conduzi no último sábado, 24 de Abril, a secção de lançamento da nova colecção infantil “Perguntas à procura de resposta”. Os dois primeiros livros, A boca que gritava dem ais e A coragem do leão , escritos por Rita Vilela e ilustrados por Ana Sofia Caetano, foram apresentados de forma dinâmica e envolvente, com a participação de diversas crianças e educadores. “Perguntas à procura de resposta” é uma colecção infantil que, de uma forma leve e divertida, procura promover a reflexão à volta de princípios, e de outros aspectos relevante para a criança e para a sua relação com os outros. No próximo dia 1 de Maio as autoras estarão no stand da Paulus na Feira do Livro de Lisboa para uma secção de autógrafos. Visita o blog para saber mais sobre a colecção: http://procura-de-resposta.blogspot.com/

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Mudar não é, e nunca foi tarefa fácil. No trabalho, em casa, na escola, onde quer que seja, mudar implica uma série de elementos que muitas vezes nos desanimam. Mas mudar é sempre necessário. Não é preciso uma revolução de tempo em tempo. Mas pequenas mudanças, que tornem as coisas mais dinâmicas, mais vivas, mais alegres, são bem vindas e podem trazer muitos frutos. Não caias na rotina, procura sempre novidades na tua vida.

É tempo de alegria!

«Este é o dia que do Senhor: exultemos e cantemos de alegria.» (Sl 117) Com este brado de louvor e alegria queremos desejar a todos os leitores uma Feliz e Santa Páscoa. O Senhor ressuscitou e está no nosso meio. Ele transforma a nossa vida, anima-nos e impulsiona-nos à vida nova. O Tempo Pascal é o momento privilegiado para se viver e sentir a alegria de ser cristão, filho de Deus. De facto, é na celebração da Páscoa que encontramos o sentido mais profundo da nossa fé, por isso escreve Paulo aos Coríntios: «se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vazia e também é vazia a fé que tendes.» (1COR 15,14). Por isso também que a festa da ressurreição do Senhor não se esgota em um dia específico. Todos os domingos celebramos a “Páscoa” do Senhor, em todas as celebrações eucarísticas revivemos o mistério pascal, e ao longo de 50 dias após o domingo da ressurreição celebramos o Tempo Pascal, iniciando pela Oitava da Páscoa, que é exactamente o prolongamento do domingo, numa única e consta...

Feliz Páscoa!

A liturgia deste domingo de Páscoa enche-nos de alegria e faz-nos gritar: Aleluia! Cristo ressuscitou! Alegremo-nos com a vitória da vida sobre a morte, do amor sobre o ódio, da alegria sobre a dor... Alegremo-nos com Cristo, que nos mostrou um novo horizonte a vislumbrar, o horizonte da vida eterna. Celebramos a Páscoa do Senhor, a principal festa cristã, o evento central da fé e do calendário litúrgico. A ressurreição de Cristo deu um novo sentido à vida humana, aproximando ainda mais o humano do divino e o divino do humano. Celebrar este momento fundamental da história da salvação é dar glórias a Deus pela Sua acção no mundo e recordar que Ele está sempre ao nosso lado: no mundo, através de Cristo Ressuscitado; e no seu reino, após a nossa própria ressurreição. O termo Páscoa deriva da palavra hebraica Pessach, que significa “passagem”. Os pagãos celebravam com uma grande festa, com muita bebida e comida, a passagem do Inverno para a Primavera, os primeiros frutos da terra e a vida ...

Anunciação do Senhor

«Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo!» Assim o anjo Gabriel saúda Maria antes de lhe fazer o grande “anúncio”: foste agraciada por Deus, escolhida para ser a Mãe do Salvador, o Filho de Deus. O sim de Maria é como um selo que marca o início da Nova Aliança do povo (hebreu e cristão) com Deus. A solenidade que hoje celebramos remonta ao século VI e é uma das cenas mais retratadas pelos artistas de todos os tempos pela sua beleza e importância teológica.

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Amigo de verdade é aquele que transforma um pequeno momento em um grande instante. Qualquer actividade partilhada com um amigo verdadeiro torna-se inesquecível, por mais simples que seja. Isso é parte do mistério e da magia da amizade. Os melhores momentos da nossa vida são os que vivemos ao lado das pessoas que amamos, que queremos bem. Não percas nenhuma oportunidade que tiveres de realizar algo com um amigo, esse tempo será precioso.

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Os frutos do perdão!

Durante o mês de Março viveremos um tempo forte da liturgia que nos conduz à aproximação e intimidade com o Cristo sofredor. A Quaresma é um tempo muito significativo e profundo, que nos convida à meditação da palavra, à oração, ao silêncio, à abstinência. Estamos num tempo de preparação, de reflexão, um tempo propício para acompanharmos a vida de Cristo e toda a sua trajectória de doação e amor. Neste ano C, no qual meditamos o evangelho de Lucas, iniciamos o percurso quaresmal contemplando a revelação da glória do Filho amado do Pai, velada pela sua humanidade, e para a qual conduz os que se unem a ele (evangelho do primeiro e segundo domingo). A seguir, no evangelho dos três domingos seguintes, encontramos um itinerário de conversão que conduz a Deus, o Pai de misericórdia. Em vez de condenar os culpados, como fariam homens sem piedade, acolhe de braços abertos os pecadores que voltam para ele. Este itinerário faz-nos meditar de modo especial sobre o perdão. Qual é o verdadeiro sign...

3º domingo da quaresma

O tema central deste domingo é a vida e a liberdade. Deus quer a vida e a liberdade do seu povo, por isso alerta-nos para tudo o que gera a morte. Na leitura do livro do êxodo vemos Moisés a cuidar do rebanho. Moisés vê uma sarça a arder e sente algo especial. Ao aproximar-se, o próprio Deus lhe chama e atribui uma importante missão: ser o Seu representante para conduzir o povo para a liberdade, para a terra prometida, fértil, para a vida nova. Deus vê o sofrimento do povo no Egito e sente compaixão. Deus ouve o clamor dos que sofrem, é solidário com os fracos e oprimidos e por isso age na história. Moisés é um dos exemplos da acção de Deus no mundo. Deus, “Aquele que é”, é o Senhor da história, é o todo-poderoso, o ser supremo. O fogo é um símbolo muitas vezes utilizado para exprimir a divindade, como por exemplo quando falamos do Espírito Santo. A sarça vista por Moisés não se consome porque é o altar escolhido por Deus para manifestar-se, assim como em cada eucaristia Deus se manife...

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Nossa vida é feita de alegrias e decepções. Todos os dias deparamos com novos problemas, alguns simples, fáceis de serem resolvidos, e outros nem por isso. Não te preocupes demais com os problemas. Não gaste energias demais com eles. Não permitas que eles absorvam-te. Procura dedicar tua atenção às coisas boas da vida, valorizar as alegrias, as vitórias. Aos problemas, dedica apenas o tempo necessário para resolvê-los.
De que adianta lutar para conquistar grandes coisas se eh nas pequenas que esta a realizacao, o futuro, a felicidade, o amor... Tudo o que precisamos para ser feliz esta ao alcance da mão, é só saber onde buscar e como conquistar...
Normalmente preocupamo-nos com as grandes coisas: as manchetes dos jornais, os grandes problemas, os desastres, o que vai se passar daqui a um ano etc. Procura descobrir o valor das coisas simples do teu dia-a-dia. O sorriso do teu cônjuge durante o pequeno-almoço, o beijo de bom dia do teu filho ou da tua filha, o bom-dia do vizinho, as expressões no rosto das pessoas, as mudanças que teve na tua rua etc. Todas estas coisas simples fazem parte da tua vida e influenciam muito no teu estado de ânimo, por isso, valoriza-as.

Os valores na cibercultura

Um questionamento constante que se faz à cibercultura é quanto aos valores que ela defende. Ela propõe novos valores? Sim e não! Como não tem um centro director, são inúmeros os valores, e contravalores, presentes e difundidos pela rede. Porém, alguns se destacam. O filósofo Pierre Levy, no livro Cibercultura, responde dizendo que “a cibercultura pode ser considerada como herdeira legítima (ainda que longínqua) do projecto progressista dos filósofos do século XVIII, pois valoriza a participação em comunidade de debates e de argumentação”. As bandeiras iluministas da igualdade, liberdade e fraternidade, propulsoras da Revolução Francesa e da sociedade moderna, continuam de pé na cibercultura, mas com nova face. A igualdade virtual está na possibilidade que cada indivíduo tem de se conectar com todos e enviar informações a toda comunidade virtual. A conexão é igual sempre, não há hierarquias, classes, raças etc. A igualdade está também no fato de todos serem editores, produzirem e partil...

Internet e igreja. Aspectos positivos e negativos.

A cibercultura possui uma estrutura bastante particular, como vimos em artigos anteriores publicados neste mesmo espaço. Uma das suas principais características é não aceitar absolutismos. O valor mais forte na cibercultura é a liberdade. Liberdade de escolha, liberdade de pensamento, liberdade de acção. Ninguém se guia por normas autoritárias e inquestionáveis. Daí a origem de uma grande dificuldade de relacionamento entre a Igreja e a cibercultura. Escritura e Tradição, as principais fontes da fé cristã, são abaladas pela cibercultura. Diversos livros “sagrados” ocupam o mesmo espaço que a Bíblia e todos disputam com idéias não-religiosas, que muitas vezes são postas em pé de igualdade. A Escritura não é aceita como verdade absoluta, inquestionável. A verdade revelada entra em choque com a liberdade de opinião da cibercultura, assim como a autoridade da Igreja na interpretação agride a subjectividade contemporânea. Igualmente a proposta universal da Bíblia exerce certa resistência so...

Como viver a espiritualidade na cibercultura?

O ser humano vive em um constante processo de autocompreensão e autoconstrução. Para tanto, é fundamental a sua relação consigo mesmo, com o mundo, com o outro e com o transcendente. Na cibercultura esses conceitos não se alteram. Ao contrário, são intensificados, uma vez que o principal objectivo da cibercultura é a interligação, tanto de pessoas quanto de informações. Ela abre novas possibilidades que podem ajudar em muito a crescermos pessoal e espiritualmente. A cibercultura entende o corpo humano não no seu aspecto físico, mas enquanto presença intencional, um meio de comunicação, de expressão, de contacto com o outro e com Deus. O ser humano é um ser actuante, tanto no mundo “real” quanto no “virtual”, que é construído e habitado por seres reais, que interagem, se comunicam e crescem a partir de sua experiências. Mesmo no mundo virtual, o que buscamos é a relação, o contacto com o outro. A vantagem é que este outro não está aprisionado aos limites do tempo e do espaço. Os encontr...

Ciberigreja!

Na edição anterior discutíamos aqui se o ambiente de cibercultura é também um espaço sagrado, que possibilita o encontro com Deus. Descobrimos que sim. Hoje gostava de propor um novo passo na discussão: o que existe de concreto e como os católicos e a Igreja em especial interagem neste meio? A Igreja Católica ainda engatinha na cibercultura, mas já tomou consciência de que esta é a tendência actual e que é de fundamental importância se adequar à nova cultura. Igino Domanin afirma: “Em breve nascerá um novo tipo de ‘Igreja’, emanação virtual daquela tradicional, geográfica e temporalmente deslocada, mas não por isso menos eficaz na sua acção evangelizadora”. Os textos oficiais mostram o interesse da Igreja em reflectir sobre o tema. Em 2002, em sua mensagem para o Dia Mundial da Comunicação, o papa João Paulo II afirmou: “o novo mundo do espaço cibernético é uma exortação à grande aventura da utilização de seu potencial para proclamar a mensagem evangélica. Este desafio está no centro d...

Deus e cibercultura combinam?

Vivemos num momento privilegiado da história, o alvorecer de um novo milénio, que é particularmente marcado pela velocidade das transformações políticas, económicas, sociais, culturais e tecnológicas. A cada dia que passa somos atingidos por uma avalanche de informações inimagináveis em outros períodos da história da humanidade. Neste ambiente dito cibercultura somos levados a questionar-nos se é possível e se ainda tem sentido falar da relação com Deus. A princípio parecem coisas dicotómicas e impossível de conviverem. Mas se compreendermos a nova concepção antropológica que nasce com o advento do mundo virtual, podemos dar alguns passos na discussão deste tema e na obtenção de uma nova forma de viver a fé. Muito mais do que um conjunto de órgãos e tecidos, o corpo é o que dá constituição e expressão ao ser humano. Não se restringe à presença puramente física, material. Na cibercultura, importa mais a dimensão do corpo como presença intencional, o homem está no mundo em situação funda...