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O CORPO DE DEUS


No primeiro dia do tríduo pascal, quinta-feira santa, celebramos a Ceia do Senhor. É o momento no qual fazemos memória da Instituição da Eucaristia. Reunido com os Seus apóstolos, Jesus tomou o pão e o vinho e os consagrou. Ao partir o pão, disse: “Isto é o meu corpo”; e ao distribuir o vinho, disse: “Isto é o meu sangue”. Partilhar do Corpo e Sangue de Cristo é entrar em verdadeira comunhão com a Sua vida e missão. É deixar-se transformar por Ele. É sinal de extrema aceitação do Seu evangelho e união com o Seu projecto. É o sinal da nova aliança entre Deus e a humanidade.
Em todas as celebrações eucarísticas revivemos este mistério e Cristo se torna presença real em nosso meio através do Seu Corpo e Sangue transubstanciados. Mesmo assim, ao longo da história sempre houve a necessidade de destacar a importância e profundidade do Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor, surgindo já no século XIII a Solenidade de Corpus Christi (Corpo do Senhor, Corpo de Deus), instituída pelo Papa Urbano IV, com a bula Transiturus de hoc mundo, de 11 de Agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.
Instituída em Portugal em 1282, a pedido de D. Dinis, desde a sua origem o Corpo de Deus foi celebrado com grande alegria e belas procissões, como ainda se pode constatar nas diversas cidades e aldeias que enfeitam todo o caminho por onde passa o Santíssimo Sacramento.
Que esta solenidade inspire cada um de nós cristão a reflectir sobre o verdadeiro significado da Eucaristia, sobre as transformações que ela provoca em nós, sobre a atitude exigida de quem comunga com o Corpo e Sangue de Cristo e, principalmente, sobre a presença real, constante e vivificadora de Deus na nossa vida. Boa celebração a todos!
Ir. Darlei Zanon

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