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Mensagens

Meditação - XIII tempo comum

A liturgia da palavra do décimo terceiro domingo do tempo comum convida-nos a refletir sobre a vida e a morte, ou melhor, sobre o sentido da vida e a esperança da ressurreição que vence a morte. O livro da sabedoria diz-nos que Deus criou o ser humano para a vida, para o bem e para a justiça. Criou-o à sua imagem e semelhança. Quer portanto a vida para todos. Pelo pecado, fruto da força do mal, no entanto, a morte entrou no mundo, como força poderosa e ameaçadora. Como superar então este dilema entre a vida e a morte? Por Jesus Cristo. Com a sua ressurreição, Jesus Cristo venceu a morte. Por ele somos salvos e também nós vencemos a morte, ganhamos a vida eterna. A morte passa a ser apenas uma passagem, pois somos destinados para a vida e não para a morte.  Interessante notar, porém, que o livro da sabedoria diz que a imortalidade é para aqueles que não se deixam levar pelo demônio, mas são conduzidos por Deus e praticam a justiça. A justiça é expressa de muitos modos, com...

Lançar-se às redes!

Neste mês o Papa nos convida a rezar “p ara que as redes sociais favoreçam a solidariedade e o respeito pelo outro na sua diferença”. Logo no início do seu ministério na Galileia, Jesus chama alguns pescadores para serem seus discípulos. Dirigindo-se a Simão Pedro, diz: “Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca” (Lc 5,4). Todos nós conhecemos muito bem este texto, utilizado em diversos contextos como a pastoral vocacional, as missões, o empenho concreto nas comunidades, etc. Hoje, entretanto, poderíamos fazer uma releitura desta frase, atualizando-a da seguinte forma: “Faz-te ao largo e  lança-te às redes  para a pesca”. Se quisermos evangelizar com sucesso, hoje, devemos nos lançar às redes, devemos mergulhar no ambiente dominante da sociedade contemporânea, que é o mundo virtual, principalmente a Internet e as redes sociais. Não é por acaso que o Papa nos propõe este tema como objeto de oração durante este mês. Calcula-se que cerca de 1/3 da população mundial (...

Meditação - Pentecostes

Celebramos nesta semana o Pentecostes, que marca o fim do ciclo pascal. 50 dias após a ressurreição de Cristo, recordamos a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e renovamos o nosso sacramento do crisma, no qual confirmamos os dons do Espírito Santo na nossa vida. A liturgia do Pentecostes recorda também os dons que o Espírito derramou e continua a derramar constantemente sobre a Igreja.  Logo na primeira leitura, do livro dos Atos dos Apóstolos, temos a narração da descida do Espírito Santo, como línguas de fogo, sobre os Apóstolos reunidos. O fogo é símbolo dos dons do Espírito, que é também a Nova Lei que orientará os discípulos a partir daquele momento. Assim que recebem o Espírito, os apóstolos começam a falar em línguas, ou seja, é restituída a comunhão universal que dividia os homens desde a construção da Torre de Babel. Essa narração do Gênesis é por sinal lida na missa de véspera desta solenidade. A comunhão é ainda expressa na multidão que se reúne e fica a...

Meditação - Ascensão do Senhor

Neste domingo em que celebramos a solenidade da Ascensão de Jesus ao céu somos convidados a refletir profundamente sobre a missão da Igreja e a nossa ação enquanto cristãos.  A celebração da Ascensão convida-nos a voltar os olhos para o mundo em que vivemos. É nele que se constrói, paciente e humildemente, no amor, o corpo cuja cabeça é Cristo. Celebrar a partida de Jesus para junto do Pai é senti-lo eternamente presente na vida das pessoas e da comunidade cristã. É exatamente isso o que nos quer dizer Lucas, no início dos Atos dos Apóstolos. O livro dos Atos é como que a continuação do evangelho de Lucas. A união dos dois livros mostra que os ensinamentos e ações de Jesus continuam nos ensinamentos e nas ações dos cristãos. Os Atos dos Apóstolos são assim um prolongamento da prática de Cristo na vida da comunidade através dos cristãos. Os discípulos dão continuidade à missão de Jesus.   O relato da ascensão feito por Lucas apresenta diversos elementos interessantes. ...

A missão dos leigos

Neste mês o Papa confia-nos a seguinte intenção de oração: “ Para que os fiéis leigos cumpram a sua missão específica colocando a sua criatividade ao serviço dos desafios do mundo atual.”  A Igreja existe no mundo para apresentar a todos os seres humanos a beleza do Evangelho, a glória de Deus e a redenção obtida através da fé em Cristo, nosso Senhor. Concretizar esta missão não é, porém, função exclusiva do clero: bispos, padres e diáconos. Todos os batizados são chamados a colaborar, primeiramente através do testemunho e de uma vida santa, como nos recordou recentemente o Papa com a sua Exortação Gaudete et exsultate , depois através de ações concretas. O leigo tem um papel fundamental neste processo de evangelização, pois está mais  profundamente inserido no mundo e convive quotidianamente com as pessoas que precisam da fé, do amor e da esperança.   Fiel ao objetivo de «ler os sinais dos tempos», o Concílio Vaticano II deu passos fundamentais na inclusão do l...

Meditação - 5º Domingo da Páscoa

A liturgia da palavra deste 5 o  domingo da Páscoa nos apresenta uma interessante reflexão sobre a nossa comunhão com Cristo e com a Igreja.  Na primeira leitura vemos como Paulo, convertido, procura os Apóstolos mas tem dificuldade em ser aceito. A aceitação não é imediata, pois todos conheciam o seu passado como perseguidor dos cristãos. Isso nos mostra que a conversão exige ações, obras, testemunho concreto. Não basta uma pessoa dizer que se converteu, é preciso que ela demonstre isso na sua vida. Aqui entra Barnabé, que viu a conversão concreta de Paulo e testemunha sobre as suas obras em Damasco.  Fé e vida. Conversão e ações concretas. Assim se reconhece e se aceita o verdadeiro cristão, quando há uma verdadeira e plena comunhão. A maior prova de conversão de Paulo é quando ele próprio começa a ser perseguido por causa do evangelho e do testemunho que dá de Cristo. Começa-se a escrever uma nova fase da vida de Paulo e da própria vida da Igreja cristã. Na s...

Rejeitar a economia da exclusão

Neste mês o Papa convida-nos a refletir sobre o mundo da economia, confiando-nos a seguinte intenção de oração: “Para que os responsáveis do pensamento e da gestão da economia tenham a coragem de rejeitar uma economia da exclusão e saibam abrir novos caminhos.” Este é um tema bastante recorrente nos discursos do Papa Francisco, que constantemente denuncia as injustiças do sistema económico mundial.  A intenção de oração particular deste mês tem suas raízes na longa tradição da Doutrina Social da Igreja. Uma significativa parte do Catecismo da Igreja Católica aborda este tema, mas também são inúmeras as encíclicas – e outros documentos do magistério – que nos alertam para como deve ser a ação do cristão neste âmbito. Uma das mais famosas e conhecidas é a  Populorum progressio , do Papa Paulo VI. Por ocasião do seu quadragésimo aniversário, em 2007, Bento XVI repropôs a questão através da encíclica  Caritas in veritatis . Aquela que foi a primeira encíclica do prede...