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Maio, mês de Maria!


 

Maio é o mês tradicionalmente dedicado a Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe. Maria era filha de Joaquim e Ana, prometida em casamento a José. À primeira vista uma mulher comum, como qualquer outra do seu tempo. Seguidora dos mandamentos bíblicos e dotada de diversas qualidades. Fiel às tradições judaicas, fiel ao seu tempo e à sua cultura. No entanto, certo dia esta adolescente moradora de Nazaré recebe a visita de um anjo (cf. Lc 1,26-33) e tudo muda: na sua vida e na própria história da humanidade. Uma nova criação era anunciada, um novo futuro traçado.

Através da sua resposta – «Eis a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1,38) – Maria diz sim ao projeto proposto por Deus, para ela própria e para a humanidade. O seu “sim” marca o início de um novo tempo e da admiração e carinho de todos os que com ela conviverem. Desse modo se inicia a participação de Maria no plano salvífico de Deus. 

A menina simples de Nazaré tornou-se modelo de fé, de doação, de seguimento, de amor a Deus e ao próximo. Sua relação com Cristo, nosso Senhor e Salvador, passou a ser recordada e saudada por todos os seguidores do Filho de Deus. Maria engravidou, deu à luz o Menino, protegeu-O dos perigos do mundo, educou-O na fé e na tradição. Durante o ministério público de Jesus, a realização da Sua missão, Maria esteve sempre ao seu lado, como mostram as Bodas de Caná (Jo 2,1-12) e a própria via crucis (Jo 19,26-27). Ela acompanhou com enorme sofrimento no coração as dores de Cristo julgado e crucificado.

Por essa relação com Cristo, que pela sua morte redimiu a natureza humana tornando-nos dignos da herança do Reino e por consequência dignos da filiação divina, tornou-se também Mãe de todos nós. 

Maria, que já seguia os passos de seu Filho, como verdadeira discípula, acompanha os caminhos da Igreja que nasce com o grupo dos Apóstolos e demais seguidores do Mestre. Estava presente no Pentecostes e com os discípulos recebeu o Espírito Santo e a missão de evangelizar. Pela forte experiência de Deus que havia feito e continuava fazendo, animava a Igreja nascente. 

Não é difícil então pensar em como nasceu a devoção a Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa Mãe, que tem neste mês de maio o seu ponto mais alto. O forte amor que os primeiros discípulos a ela dedicavam passou a caracterizar também as demais gerações de cristãos, surgindo com o tempo diversos títulos marianos, associados a diferentes características da Mãe de Deus e a fatos da sua vida.

No Brasil, a relação com Nossa Senhora sempre foi de grande intimidade e respeito. Os portugueses trouxeram as primeiras devoções, sobretudo a Nossa Senhora da Conceição, proclamada pelo Rei D. João IV como a verdadeira rainha de Portugal e posteriormente de todos os países de língua portuguesa. É uma pequena imagem da Imaculada Conceição, por sinal, que deu origem à maior devoção do Brasil, após ser encontrada no rio Paraíba no ano 1717: Nossa Senhora Aparecida, proclamada Rainha e Padroeira da Nação em 1931. 

Ao longo de mais de 500 anos de cristianismo no Brasil, muitas outras devoções surgiram ou foram trazidas pelos diversos grupos que construíram o país, sobretudo os imigrantes no século XIX e XX. No livro “Nossa Senhora de todos os nomes” (Paulus Editora) apresento 365 títulos marianos com as respectivas histórias e orações, confira lá para viver mais intensamente este mês de Maria que agora iniciamos.

 

* Ir. Darlei Zanon, religioso paulino

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