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Mensagens

Meditação - 5º Domingo da Páscoa

A liturgia da palavra deste 5 o  domingo da Páscoa nos apresenta uma interessante reflexão sobre a nossa comunhão com Cristo e com a Igreja.  Na primeira leitura vemos como Paulo, convertido, procura os Apóstolos mas tem dificuldade em ser aceito. A aceitação não é imediata, pois todos conheciam o seu passado como perseguidor dos cristãos. Isso nos mostra que a conversão exige ações, obras, testemunho concreto. Não basta uma pessoa dizer que se converteu, é preciso que ela demonstre isso na sua vida. Aqui entra Barnabé, que viu a conversão concreta de Paulo e testemunha sobre as suas obras em Damasco.  Fé e vida. Conversão e ações concretas. Assim se reconhece e se aceita o verdadeiro cristão, quando há uma verdadeira e plena comunhão. A maior prova de conversão de Paulo é quando ele próprio começa a ser perseguido por causa do evangelho e do testemunho que dá de Cristo. Começa-se a escrever uma nova fase da vida de Paulo e da própria vida da Igreja cristã. Na s...

Rejeitar a economia da exclusão

Neste mês o Papa convida-nos a refletir sobre o mundo da economia, confiando-nos a seguinte intenção de oração: “Para que os responsáveis do pensamento e da gestão da economia tenham a coragem de rejeitar uma economia da exclusão e saibam abrir novos caminhos.” Este é um tema bastante recorrente nos discursos do Papa Francisco, que constantemente denuncia as injustiças do sistema económico mundial.  A intenção de oração particular deste mês tem suas raízes na longa tradição da Doutrina Social da Igreja. Uma significativa parte do Catecismo da Igreja Católica aborda este tema, mas também são inúmeras as encíclicas – e outros documentos do magistério – que nos alertam para como deve ser a ação do cristão neste âmbito. Uma das mais famosas e conhecidas é a  Populorum progressio , do Papa Paulo VI. Por ocasião do seu quadragésimo aniversário, em 2007, Bento XVI repropôs a questão através da encíclica  Caritas in veritatis . Aquela que foi a primeira encíclica do prede...

A grande notícia!

“Cristo Ressuscitou!” Esta é certamente a notícia mais importante de toda a história. Desde a primeira vez que foi anunciada, nunca mais parou de se repetir. Tornou-se manchete em todos os meios de comunicação. Marcou a agenda-setting de séculos. Tornou-se “viral”, com milhões e milhões de likes e partilhas. Esta notícia é também o ponto de partida da nossa fé. É interessante ver como o cristianismo é um percurso que começa pelo fim. Começamos daquilo que vem depois da morte, da certeza de que a vida não se limita a este espaço e tempo. Que, como Jesus, todos nós ressuscitaremos um dia. Esta verdade suprema faz-nos repensar toda a nossa vida e fez com que os apóstolos, e os discípulos posteriores até nós, retomassem toda a vida e ensinamento de Jesus. Mas o ponto de partida é a Sua ressurreição. A partir da ressurreição todo o Seu ensinamento, o Seu “evangelho”, é reavaliado e toma nova dimensão. Sem a ressurreição, tudo o que Jesus fez e ensinou provavelmente teria termina...

Renascer em Cristo!

Cristo ressuscitou! Alegremo-nos com a vitória da vida sobre a morte, do amor sobre o ódio, da alegria sobre a dor... Alegremo-nos com Cristo, que mostrou-nos um novo horizonte a vislumbrar. Ao celebrarmos a ressurreição de Jesus poderíamos falar de tantas coisas importantes, como, por exemplo, que através deste acontecimento houve uma recriação do ser humano; que Cristo é o novo Adão, que precede a humanidade no caminho da salvação e da nova vida, não ameaçada, sem limites, plena; ou ainda que Cristo morreu para nos redimir de nossos pecados... Mas isso poderia soar como uma reflexão distante e descomprometida, que ocultaria o papel de cada um de nós hoje. Cristo nos precede e nos convida a uma vida nova, mas esta novidade deve ser traçada agora, no presente, no cotidiano de cada um. Através de nossas ações, todos nós cristãos devemos imitar Jesus e responder comprometidamente à sua ressurreição. A renovação de vida que o espírito da Páscoa nos motiva e até exige não é alg...

Meditação - Domingo de Ramos

Estamos às portas da semana mais importante do ano litúrgico, na qual fazemos memória do mistério pascal, a essência da nossa fé: a paixão, morte e ressurreição de Jesus. É por isso fundamental que vivamos intensamente esta semana, participando ativamente das diversas celebrações, muito ricas em símbolos e significados. Na liturgia do domingo de ramos já somos iniciados neste mistério pascal, meditando sobre a entrada de Jesus em Jerusalém e a sua Paixão. Na primeira leitura deste domingo lemos um texto de Isaías que recorda como este profeta foi um instrumento de Deus para apoiar e confortar o povo, que naquele momento vivia em exílio na Babilónia. Isaías é como que um discípulo que ouve atentamente o mestre e depois transmite ao povo a mensagem. Por obediência a esta missão, que se renova e intensifica a cada dia, o profeta enfrenta dificuldades e suporta muitos sofrimentos. Tudo na certeza de que Deus o guia, acompanha e protege constantemente. Esta leitura antecipa em cer...

Meditação - 5º domingo da Quaresma

A liturgia do 5º domingo da Quaresma chama a nossa atenção para a “Hora de Jesus”, o momento da sua glorificação. Na próxima semana viveremos a Semana Santa, o momento mais forte e significativo do ano litúrgico. Desde o início da Quaresma nos preparamos para este momento, mas quanto mais próximos estamos de celebrar a ressurreição de Jesus, mais intenso e exigente se torna o nosso compromisso. A Hora se aproxima, como nos mostra a liturgia, e precisamos nos focar nela. Na primeira leitura temos um trecho da profecia de Jeremias onde Deus promete uma nova aliança, não mais externa como fora até então, mas sim interna, gravada na alma e no coração. Esta aliança é profunda e definitiva. Não é apagada pelo vento, pela chuva, ou pelo tempo, mas permanece sempre viva no nosso ser. Este texto está inserido no capítulo que canta a esperança do povo de Israel na fidelidade de Deus que vem em seu auxílio no Exílio da Babilónia. A aliança que agora se anuncia tomará corpo em Cristo, verd...

Meditação - 4º domingo da Quaresma

Estamos vivendo um dos momentos fortes do ano litúrgico, a preparação para a maior festa cristã: a Páscoa do Senhor. Para auxiliar-nos neste caminho de preparação, de oração e de penitência, a liturgia deste domingo apresenta uma bela meditação sobre a salvação e a ação de Deus no mundo. Mostra que Deus ama o seu povo e nunca o abandona, apesar de muitas vezes sermos infiéis. A primeira leitura, do livro das Crônicas, é o texto que conclui os livros históricos, que encerra a Bíblia hebraica, e por isso tem uma função especial: fazer um resumo muito sucinto sobre o caminho do povo de Deus, um caminho marcado pela infidelidade do ser humano e pela fidelidade de Deus. Finaliza com uma mensagem de esperança, mostrando que Deus trará a salvação. Esta salvação, como veremos, está em Cristo, o Filho de Deus encarnado, que morre e ressuscita para nos redimir do pecado. Neste resumo da história do povo de Israel vemos que a destruição de Jerusalém e o exílio na Babilónia foram interpret...