Avançar para o conteúdo principal

Renascer em Cristo!


Cristo ressuscitou! Alegremo-nos com a vitória da vida sobre a morte, do amor sobre o ódio, da alegria sobre a dor... Alegremo-nos com Cristo, que mostrou-nos um novo horizonte a vislumbrar.
Ao celebrarmos a ressurreição de Jesus poderíamos falar de tantas coisas importantes, como, por exemplo, que através deste acontecimento houve uma recriação do ser humano; que Cristo é o novo Adão, que precede a humanidade no caminho da salvação e da nova vida, não ameaçada, sem limites, plena; ou ainda que Cristo morreu para nos redimir de nossos pecados... Mas isso poderia soar como uma reflexão distante e descomprometida, que ocultaria o papel de cada um de nós hoje.
Cristo nos precede e nos convida a uma vida nova, mas esta novidade deve ser traçada agora, no presente, no cotidiano de cada um. Através de nossas ações, todos nós cristãos devemos imitar Jesus e responder comprometidamente à sua ressurreição.
A renovação de vida que o espírito da Páscoa nos motiva e até exige não é algo distante e futuro, deve ser refletida no nosso convívio com os irmãos, nas nossas ações caridosas, nas nossas orações e celebrações, no nosso respeito à vida, à liberdade e ao direito de todos.
Ressuscitar é reviver, e reviver com Cristo e por Cristo a todo momento, em cada ação, em cada manifestação de carinho e amor. A ressurreição de Cristo é conseqüência de sua vida, sempre humilde, despojada, comprometida com o próximo, incansável na obediência ao Pai, na realização da justiça e no esforço de revelar o Reino de Deus.

Imitar esta vida de doação e extremamente humana é realizar a vontade de Deus, é ressuscitar com Cristo e dar um sentido à sua vinda ao mundo, ao seu sofrimento, sua morte e ressurreição. Renascer em Cristo é o compromisso que se nos impõe a cada dia e de modo especial nesta PÁSCOA!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Munificentíssimo Deus

No editorial de Maio, recordamos a forte devoção à Nossa Senhora presente na comunidade cristã desde os primeiros tempos. Esta estima é confirmada mais uma vez neste mês de Agosto, pois no próximo dia 15 celebramos a Assunção de Maria ao Céu. Esta devoção surgiu no século IV, em Jerusalém, e é celebrada desde o século VI pelas igrejas do Oriente como solenidade. Chamada inicialmente de “trânsito” ou “dormição de Maria”, difundiu-se no Ocidente a partir do séculoXIV. Em 1 de Novembro de 1950 a Assunção de Nossa Senhora foi proclamada dogma de fé, pelo Papa Pio XII, através da bula Munificentissimus Deus. Após estabelecer a relação entre a Imaculada Conceição e a Assunção, e resumir os testemunhos da crença na Assunção, a devoção dos fiéis e o testemunho dos Santos Padres, Pio XII escreve: «Depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus omnipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para ho...

Carismas a serviço da Igreja

Maio é o mês mariano por excelência. Nossa atenção está voltada sobretudo para a Mãe e Rainha, sinal de acolhida, de encontro, de fé e de amor. Entretanto neste mês de Maria o Papa Francisco também nos convida a direcionar nossa atenção e orações para os diversos movimentos e grupos eclesiais, que simbolicamente podem ser vistos como este grande manto de Maria que, em nome do Filho Jesus, se abre para acolher, proteger e unir todos seus filhos. A intenção de oração de maio, apresentada pelo Papa Francisco no seu recente vídeo do mês, convida-nos a rezar “ para que os movimentos e grupos eclesiais redescubram cada dia a sua missão evangelizadora, pondo os próprios carismas a serviço das necessidades do mundo ”. “ A serviço ”, enfatiza o Papa. De fato, cada movimento é independente, mas estão todos a serviço da Igreja, ou seja, devem trabalhar em harmonia e unidade com os bispos e as paróquias. É essa característica de serviço que mantém o dinamismo da missão dos movimentos eclesiais, qu...

Comunicar é ir ao encontro

É impossível não ficar inquieto diante da questão fundamental e estruturante colocada pelo Papa Francisco na mensagem do 48º dia mundial das comunicações: “Como pode a comunicação estar ao serviço de uma autêntica cultura do encontro?” Superado o primeiro impulso de refletir sobre as diversas possibilidades que as novas tecnologias da informação oferecem à comunicação e ao “encontro” com inúmeras pessoas do mundo todo, e sobre a incoerência da sociedade em rede que nos aproxima do distante e nos distancia do próximo, fui “tentado” a ir além e retornar ao elemento fundador da nossa fé: a encarnação do verbo. Deus – o verbo, a palavra – fez-se homem. Este é o encontro fundamental entre a divindade e a humanidade e, como tal, modelo para toda a cultura do encontro. Professamos que Deus criador do mundo foi-se manifestando à sua criatura ao longo da história e num momento pontual revelou-se de modo definitivo. A Encarnação é por isso a comunicação perfeita entre Deus e o se...