Avançar para o conteúdo principal

A grande notícia!


“Cristo Ressuscitou!” Esta é certamente a notícia mais importante de toda a história. Desde a primeira vez que foi anunciada, nunca mais parou de se repetir. Tornou-se manchete em todos os meios de comunicação. Marcou a agenda-setting de séculos. Tornou-se “viral”, com milhões e milhões de likes e partilhas.
Esta notícia é também o ponto de partida da nossa fé. É interessante ver como o cristianismo é um percurso que começa pelo fim. Começamos daquilo que vem depois da morte, da certeza de que a vida não se limita a este espaço e tempo. Que, como Jesus, todos nós ressuscitaremos um dia. Esta verdade suprema faz-nos repensar toda a nossa vida e fez com que os apóstolos, e os discípulos posteriores até nós, retomassem toda a vida e ensinamento de Jesus. Mas o ponto de partida é a Sua ressurreição. A partir da ressurreição todo o Seu ensinamento, o Seu “evangelho”, é reavaliado e toma nova dimensão.
Sem a ressurreição, tudo o que Jesus fez e ensinou provavelmente teria terminado no Gólgota. Seria visto como mais um profeta. Entretanto a experiência da ressurreição mostra profundamente quem é Jesus: o Filho de Deus, o Senhor, o Mestre, o Messias, o Ungido, o Cristo. Como afirma São Paulo aos coríntios: “Se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é vazia e também é vazia a nossa fé. (...) Se Cristo não ressuscitou, a fé que tendes é ilusória e ainda permaneceis nos vossos pecados. (...) Se a nossa esperança em Cristo é somente para esta vida, nós somos os mais infelizes de todos os homens.” (1Cor 15,14-19) É na ressurreição que descobrimos definitivamente que Jesus é Deus, apesar de todos os indícios anteriores. “O acontecimento da morte e ressurreição de Cristo é o coração do Cristianismo”, podemos ler numa frase do papa-emérito Bento XVI. E ele continua: “É o ponto central e fundamental da nossa fé, o poderoso impulso da nossa certeza, o vento forte que afugenta toda a angústia e incerteza, a dúvida e o calculismo humano”.
Os discípulos, tomados pela falta de esperança e pela decepção após a morte de Jesus, retomaram a fé porque viram o Cristo Ressuscitado, falaram com Ele, comeram com Ele, o tocaram... Tiveram, portanto, a experiência de que Ele estava vivo. Esta experiência foi transformadora. A manchete “Cristo Ressuscitou!” espalhou-se rapidamente, mesmo sendo os meios de comunicação inexistentes na época. Foi esta notícia que lhes deu força e coragem para “sair” de casa, onde se refugiavam, e ir para as praças, por sinal algo que hoje tanto insiste o Papa Francisco. Proclamemos também nós esta grande notícia, na nossa vida, na nossa comunidade e especialmente nas redes digitais!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Munificentíssimo Deus

No editorial de Maio, recordamos a forte devoção à Nossa Senhora presente na comunidade cristã desde os primeiros tempos. Esta estima é confirmada mais uma vez neste mês de Agosto, pois no próximo dia 15 celebramos a Assunção de Maria ao Céu. Esta devoção surgiu no século IV, em Jerusalém, e é celebrada desde o século VI pelas igrejas do Oriente como solenidade. Chamada inicialmente de “trânsito” ou “dormição de Maria”, difundiu-se no Ocidente a partir do séculoXIV. Em 1 de Novembro de 1950 a Assunção de Nossa Senhora foi proclamada dogma de fé, pelo Papa Pio XII, através da bula Munificentissimus Deus. Após estabelecer a relação entre a Imaculada Conceição e a Assunção, e resumir os testemunhos da crença na Assunção, a devoção dos fiéis e o testemunho dos Santos Padres, Pio XII escreve: «Depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus omnipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para ho...

Carismas a serviço da Igreja

Maio é o mês mariano por excelência. Nossa atenção está voltada sobretudo para a Mãe e Rainha, sinal de acolhida, de encontro, de fé e de amor. Entretanto neste mês de Maria o Papa Francisco também nos convida a direcionar nossa atenção e orações para os diversos movimentos e grupos eclesiais, que simbolicamente podem ser vistos como este grande manto de Maria que, em nome do Filho Jesus, se abre para acolher, proteger e unir todos seus filhos. A intenção de oração de maio, apresentada pelo Papa Francisco no seu recente vídeo do mês, convida-nos a rezar “ para que os movimentos e grupos eclesiais redescubram cada dia a sua missão evangelizadora, pondo os próprios carismas a serviço das necessidades do mundo ”. “ A serviço ”, enfatiza o Papa. De fato, cada movimento é independente, mas estão todos a serviço da Igreja, ou seja, devem trabalhar em harmonia e unidade com os bispos e as paróquias. É essa característica de serviço que mantém o dinamismo da missão dos movimentos eclesiais, qu...

Do descarte ao acolhimento

  No seu vídeo do mês de setembro, o Papa Francisco apresenta e questiona algumas contradições do nosso tempo, convidando-nos a rezar pelos “ invisíveis ” da sociedade.  O Papa chama a atenção de todos nós para um problema histórico, mas que tem se agravado na sociedade contemporânea:  a indiferença . Ao mesmo tempo em que o ambiente digital e as novas formas de comunicação, sobretudo as redes sociais, permitem uma superexposição de pessoas e situações, por outro lado essas mesmas redes excluem tudo o que considera “desagradável”, feio, pouco atrativo. Tratam com indiferença um grupo muito grande de pessoas, por não serem “comercialmente interessantes”. No seu vídeo do mês, o Papa indica categorias de pessoas que se tornaram invisíveis por questão de pobreza, dependência, doença mental ou deficiência, mas se pensarmos bem existem tantas outras pessoas excluídas dos perfis digitais maquiados e inflados por diversos estratagemas comerciais a fim de atrair e cativar. Superex...