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Mensagens

Nossa Senhora Aparecida

Em Outubro de 1717, Domingos M. Garcia, João Alves e Felipe Pedroso saíram nas suas canoas para mais uma jornada de pesca no rio Paraíba. Depois de algumas horas de trabalho sem terem tirado um peixe sequer do rio, João Alves puxou a sua rede e encontrou o corpo de uma Nossa Senhora, sem a cabeça. Lançando outra vez a rede, tirou a cabeça da mesma Senhora da Conceição. A partir desse momento a pescaria foi abundante e tiveram de voltar a casa por medo de naufragarem com tanto peso. Felipe Pedroso conservou esta imagem em sua casa durante algum tempo, depois fizeram-lhe uma capela onde diversos devotos iam orar. Muitos milagres se sucederam até ao dia de hoje. Em 1929, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada Rainha e Padroeira do Brasil. A coroa e o manto azul-marinho que cobrem a imagem negra de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foram doação da princesa Isabel, devota da Virgem. O actual santuário é um dos maiores do mundo. Oração Querida Mãe Nossa Senhora Aparecida, que nos amais e ...

25º domingo do tempo comum C

Neste 25º domingo do tempo comum, a liturgia da palavra nos convida a meditar sobre a administração dos bens e as implicações da riqueza. Na primeira leitura vemos a quarta visão do profeta Amós. Amós viveu no século oitavo a.C., um tempo de grande prosperidade em Israel, mas também um tempo de muita injustiça e corrupção. Amós é um simples pastor chamado por Deus para denunciar a situação de hipocrisia, opressão e injustiça que se vivia principalmente nas grandes cidades daquele tempo. No excerto que hoje lemos, Amós dirige-se aos comerciantes, que utilizam todos os meios possíveis para lucrar, mesmo que isso passe pela fraude, pelo suborno, pelo engano do povo simples e humilde. A exploração chegava a tal ponto que algumas pessoas eram escravizadas para poderem pagar as dívidas. Pela profecia de Amós vemos que Deus coloca-se do lado dos pobres e oprimidos e pune severamente os exploradores. Amós afirma que a destruição de Israel será completa devido à injustiça que impera em todos os...

Os mensageiros de Deus

Ao longo de toda a Sagrada Escritura, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, são abundantes as referências aos anjos, tidos sempre como mensageiros. Deus, o Todo-Poderoso, o “Inacessível”, quer comunicar-Se connosco e utiliza os anjos como porta-vozes da Sua mensagem. Eles fazem a ligação entre o céu e a terra, entre Deus e a humanidade. São criaturas espirituais dotadas de inteligência e vontade, que representam a presença de Deus e da Sua Palavra no nosso meio, um significado um tanto diferente do que actualmente vemos divulgado por diversas correntes esotéricas. Na iconografia cristã, os anjos geralmente têm asas de pássaros e uma auréola. São retratados com uma beleza delicada e uma energia própria, por vezes como crianças, símbolo da inocência e da virtude que são dotados. Muitos relatos associa-nos a fenómenos miraculosos, mas a sua missão é sempre ajudar o ser humano em seu processo de crescimento físico e espiritual. Desde o século I os anjos são citados e estudados por teó...

Munificentíssimo Deus

No editorial de Maio, recordamos a forte devoção à Nossa Senhora presente na comunidade cristã desde os primeiros tempos. Esta estima é confirmada mais uma vez neste mês de Agosto, pois no próximo dia 15 celebramos a Assunção de Maria ao Céu. Esta devoção surgiu no século IV, em Jerusalém, e é celebrada desde o século VI pelas igrejas do Oriente como solenidade. Chamada inicialmente de “trânsito” ou “dormição de Maria”, difundiu-se no Ocidente a partir do séculoXIV. Em 1 de Novembro de 1950 a Assunção de Nossa Senhora foi proclamada dogma de fé, pelo Papa Pio XII, através da bula Munificentissimus Deus. Após estabelecer a relação entre a Imaculada Conceição e a Assunção, e resumir os testemunhos da crença na Assunção, a devoção dos fiéis e o testemunho dos Santos Padres, Pio XII escreve: «Depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus omnipotente que à virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para ho...

Meu Senhor e meu Deus!

Estimado leitor, o que é a fé? O que significa esta palavra tão simples, mas que é repetida imensas vezes em todos os tempos e lugares? O que ela representa na sua vida? Gostava de convidar cada um de vós a parar por alguns minutos e reflectir sobre a fé. Este convite não é ao acaso. Parte de uma das festas litúrgicas comemoradas este mês: a festa de São Tomé. Todos conhecemos o Apóstolo Tomé, escolhido por Jesus para ser um dos Doze, conforme nos narram os evangelhos: Mt 10,3; Mc 3,18; Lc 6,15. João chama-o “O Gémeo” (Jo 11,16) na passagem em que Tomé convida os companheiros a acompanhar Jesus logo após saberem da morte de Lázaro. Sabemos também que ele estava presente com a comunidade no dia de Pentecostes e que saiu em missão para evangelizar o Oriente. A tradição diz-nos que foi evangelizar a Índia, onde morreu mártir. Não são muitos os dados sobre a sua vida, mas há dois factos muito significativos que nos ajudam a reflectir sobre o verdadeiro significado da fé. O primeiro é narra...

13º domingo do tempo comum

Caros ouvintes, bem vindos ao “meditar a palavra”. Neste 13º domingo do tempo comum, as leituras convidam-nos a reflectir sobre o tema do seguimento. Logo na primeira leitura, do livro dos Reis, vemos narrada a unção do profeta Eliseu. Enviado por Deus, Elias vai a procura de Eliseu e passa sobre ele o seu manto, num sinal de escolha e unção. O manto é o símbolo da actividade profética, que é empenhativa, exigente e deve estar acima da família, dos bens e do trabalho. Eliseu mostra-se totalmente disponível a este chamamento e logo se põe a caminho, respondendo com firmeza e sem hesitação, diferente de Moisés e Jeremias, por exemplo. Uma nota interessante deste texto é que o chamamento de Eliseu acontece no quotidiano, enquanto arava o campo, e não do templo ou durante uma cerimónia religiosa. Isso é muito significativo para nós hoje, pois mostra que todos nós devemos estar atentos aos sinais que Deus nos dá no nosso quotidiano. A nossa vocação é revelada nas actividades diárias que des...

O CORPO DE DEUS

No primeiro dia do tríduo pascal, quinta-feira santa, celebramos a Ceia do Senhor. É o momento no qual fazemos memória da Instituição da Eucaristia. Reunido com os Seus apóstolos, Jesus tomou o pão e o vinho e os consagrou. Ao partir o pão, disse: “Isto é o meu corpo”; e ao distribuir o vinho, disse: “Isto é o meu sangue”. Partilhar do Corpo e Sangue de Cristo é entrar em verdadeira comunhão com a Sua vida e missão. É deixar-se transformar por Ele. É sinal de extrema aceitação do Seu evangelho e união com o Seu projecto. É o sinal da nova aliança entre Deus e a humanidade. Em todas as celebrações eucarísticas revivemos este mistério e Cristo se torna presença real em nosso meio através do Seu Corpo e Sangue transubstanciados. Mesmo assim, ao longo da história sempre houve a necessidade de destacar a importância e profundidade do Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor, surgindo já no século XIII a Solenidade de Corpus Christi (Corpo do Senhor, Corpo de Deus), instituída pelo Papa Urbano IV...