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Mensagens

Promotores da justiça

Neste mês de julho o Papa Francisco nos convida a rezar por uma intenção muito delicada e importante: “ Para que todos aqueles que administram a justiça operem com integridade e para que a injustiça que atravessa o mundo não tenha a última palavra. ” Esta intenção de oração nos faz recordar da parábola da viúva e o juiz iníquo, narrada por Lucas (Lc 18,1-8): « Em certa cidade vivia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. Havia naquela cidade uma viúva que vinha ter com ele e lhe dizia: ‘Faz-me justiça contra o meu adversário’. Durante muito tempo ele não quis atendê-la. Mas depois disse consigo: ‘É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens; mas, porque esta viúva me importuna, vou fazer-lhe justiça, para que não venha incomodar-me indefinidamente’ ». A viúva que implora insistentemente por justiça é símbolo de todo cristão que deve combater as injustiças e ser promotor da justiça num mundo cheio de corrupção e exclusão. Devemos ser uma voz constante, pa...

Uma missão essencial

Neste mês muito rico liturgicamente, pois concentra diversas solenidades como a Ascensão do Senhor, Pentecostes, Santíssima Trindade e  Corpus Christi , o Papa Francisco nos pede para rezar pelos sacerdotes. Mais especificamente, “para que, com a sobriedade e humildade da sua vida, os sacerdotes se empenhem numa solidariedade ativa para com os mais pobres”.  Muito se tem falado sobre a crise de vocações atualmente. De fato, já são poucos os novos sacerdotes, um número insuficiente para atender a todas as necessidades da Igreja e da sociedade. Muitas vezes o mesmo padre acumula diversas funções, ou é pároco em diversas paróquias ao mesmo tempo. O seu serviço pastoral certamente é afetado, pois não consegue dar a todos a atenção que gostaria. Não consegue realizar ou seguir todos os projetos que pretenderia. Não consegue manter-se atualizado, pois é pouco o tempo para a leitura ou para participar de eventos de formação.  Todos, penso, estamos conscientes destas di...

Alla ricerca dell’altro

C’è qualche scintilla di speranza sotto l’ombra del razzismo e xenofobia che ha invaso l’Europa contemporanea… questo è il primo pensiero che mi viene in mente dopo aver letto l’intrigante libro di Donatella Ferrario,  Sconfinare: viaggio alla ricerca dell’altro e dell’altrove  (Edizioni San Paolo, 2019).  Donatella, giornalista milanese, ci invita a un viaggio, a muoverci, ad accompagnarla in un cammino verso l’altro e l’altrove, sconfinando frontiere, oltrepassando limiti, barriere, mura interne ed esterne che ci allontanano dall’altro, che ci soffocano e imprigionano nel nostro io.  Ci invita a partire… a prendere sentieri sconosciuti… ad andare per percorsi non sempre chiari e dritti, a volte improvvisati, ma sempre gratificanti. Itinerari di scoperta e liberazione: scoperta dell’altro e liberazione dell’io, dai pregiudizi, dai razzismi, dalla xenofobia, dai limiti… Ci invita a cercare degli incontri e dei dialoghi… a lasciarci contaminare dalla spera...

Anno vocazionale: un’opportunità!

La vocazione è sempre una provocazione. Più precisamente, è la risposta a una provocazione, a un incontro che trasforma, che stuzzica il nostro sé interiore, che ci rende irrequieti. Ecco perché l'Anno vocazionale della Famiglia Paolina emerge come un tentativo di “provocare” e così promuovere qualche cambiamento. Non è solo un tempo per “presentare” la vocazione paolina ai giovani in discernimento, ma soprattutto un’opportunità per “provocare” i membri della Famiglia Paolina di tutto il mondo a “ravvivare il dono di Dio” che hanno ricevuto quando sono stati chiamati e consacrati. Non tanto un momento per presentare la nostra vita, missione e identità, bensì perché ogni Paolino e Paolina ricordi e riaffermi il significato di “impaolinarsi”, “paolinità”, “avere un colore paolino” e quindi riscoprire il significato del “tutto faccio per il Vangelo” (1Cor 9,23). La questione vocazionale è una realtà complessa e vive tempi diversi a seconda del Paese e realtà. Mentre l’Europa s...

Sinal de unidade e esperança

Maio é o mês mariano por excelência. A nossa atenção está voltada sobretudo para Nossa Senhora, sinal de acolhida, de encontro, de fé e de amor. Entretanto neste mês de Maria o Papa Francisco também nos convida a direcionar parte da nossa atenção e oração para a África e a todos os católicos que ali vivem. Ele nos pede para rezar “para que, através do empenho dos próprios membros, a Igreja em África seja fermento de unidade entre os povos, sinal de esperança para este continente”. A mãe África, como também é carinhosamente conhecida, é o continente onde os cristãos mais crescem. Na última década viu um aumento de quase 20% no número de católicos. São numerosas também as vocações sacerdotais e religiosas, sendo de grande ajuda especialmente para o “velho continente”, que recebe todos os anos novos missionários vindos de terras africanas. Vemos um movimento inverso daquele que caracterizou historicamente a missão da Igreja. Hoje são muitos os sacerdotes e as consagradas africanas ...

A solidariedade na dor

No mês em que celebramos a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, o Papa nos convida a rezar “pelos médicos e pelo pessoal humanitário presentes em zonas de guerra, que arriscam a própria vida para salvar a dos outros”.  Estima-se que hoje estão em curso cerca de 60 guerras no mundo, combates armados de diferentes tipos que continuam a provocar morte de milhares de pessoas a cada ano. Os conflitos mais violentos são os do Afeganistão, do Iraque, da Síria e Turquia, da Arábia Saudita e Iêmen. Mas também guerras geradas pelo tráfico de drogas provocam milhares de mortes, como no caso do México (13 mil mortes em 2018), das Filipinas, da Colômbia e das favelas do Rio de Janeiro. Alguns conflitos duram mais de 50 anos, como a guerra entre as duas Coreias, ou o conflito Israel-Palestina. Enfim, são muitas as razões para nos entristecermos diante da realidade mundial. Por isso o Papa insiste na promoção de uma cultura da paz e do encontro. São imensos os seus esforços para elimin...

Uma Igreja perseguida

São imensos os relatos de cristãos perseguidos pelo mundo, de modo especial no Oriente Médio e na África. Comunidades inteiras são atacadas, igrejas destruídas, fiéis martirizados... Exatamente por isso o Papa nos convida a rezar, neste mês de março, “pelas comunidades cristãs, em particular as que são perseguidas, para que sintam a proximidade de Cristo e para que os seus direitos sejam reconhecidos”.  A opressão e a violência em nome da fé nos levam a pensar que a Igreja está a viver um novo Ato dos Apóstolos. Nesta linha de facto vão muitos testemunhos dos cristãos do Oriente Médio, lugar onde Jesus encarnou e anunciou o Evangelho, e lugar onde nasceu o Cristianismo. Todos recordamos dos relatos de perseguição contra os primeiros cristãos, chamados “seguidores do caminho”. De Estêvão, primeiro mártir, aos milhares de inocentes que jaziam nas ruas, praças e arenas romanas, Lucas nos recorda nos seus Atos estes episódios que ajudaram a construir e solidificar a fé cristã....