Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

3a semana da pascoa

No terceiro domingo da Páscoa o tema central da liturgia continua a ser a ressurreição de Cristo, mas esta semana com uma perspectiva bastante específica: a mudança de vida e de atitude que deve surgir a partir da ressurreição de Cristo. No evangelho vemos Lucas a narrar mais uma aparição de Cristo ressuscitado. Este trecho é imediatamente posterior à narração dos discípulos de Emaús e descreve o encontro de Jesus com toda a comunidade reunida. Isso significa que não apenas os discípulos e apóstolos tem contacto directo com o ressuscitado, mas toda a comunidade dos que crêem. Inclusive a nossa comunidade hoje. Enquanto os discípulos de Emaus falam aos demais o que se passou no caminho, Jesus aparece no meio deles e deseja a paz. A narração de Lucas procura responder à dificuldade da comunidade em crer e entender a ressurreição dos mortos. Certamente esta dúvida ainda existe nas nossas comunidades, por isso é importante meditar bem este texto. Cristo ressuscitado não é um fantasma, ele ...

RENASCER EM CRISTO!

Cristo ressuscitou, aleluia! Alegremo-nos com a vitória da vida sobre a morte, do amor sobre o ódio, da alegria sobre a dor... Alegremo-nos com Cristo, que nos mostrou um novo horizonte a vislumbrar, o horizonte da vida eterna. A sua ressurreição deu um novo sentido à vida humana, aproximando ainda mais o humano do divino e vice-versa. Exactamente por isso, a Páscoa tornou-se a principal festa cristã, evento central da fé e do calendário litúrgico. A celebração da Páscoa, porém, vem de muitos séculos antes de Cristo. O termo deriva da palavra hebraica Pessach, que significa “passagem”. Os pagãos celebravam com uma grande festa, com muita bebida e comida a passagem do Inverno para a Primavera, os primeiros frutos da terra e a vida da família e dos rebanhos. Os judeus também celebram a Pessach desde muitos séculos. No capítulo 12 do livro do Êxodo temos a narração da origem da Páscoa Judaica: antes de enviar a 10.ª praga ao Egipto, Deus chamou todas as família hebreias a sacrificar um co...

É tempo de oração e caridade!

Estamos no tempo da Quaresma. Ao longo dos quarenta dias que antecedem o tríduo pascal, a liturgia apresenta-nos textos muito belos e ricos, que enfatizam principalmente a penitência, a oração e a conversão. De facto, este é um tempo privilegiado para o exame de consciência, para uma meditação profunda sobre a nossa vida, as nossas acções, o nosso modo de ser cristão. Quaresma é um termo que vem do latim e significa quadragésima, em referência aos dias de preparação para a Páscoa. Este período de preparação é vivido pela Igreja desde o século IV, ou antes se pensarmos que já no século II havia um tríduo com jejum e orações antes da festa maior da fé cristã, a Paixão e Ressurreição de Cristo. Nesta época eram comuns a penitência pública, como gesto de verdadeiro arrependimento e conversão, e o canecumenato (preparação para o Baptismo). O Concílio Vaticano II resgatou a vivência do canecumenato, com um programa que envolve os cinco domingos da Quaresma. Assim, a eleição dos catecúmenos p...

Quaresma

Olá. Esta semana temos um motivo bastante especial para celebrar: iniciamos o tempo da Quaresma. Este é um tempo muito significativo e profundo, que nos convida à meditação da palavra, à oração, ao silêncio, à abstinência. Estamos num tempo de preparação, de reflexão, um tempo propício para acompanharmos a vida de Cristo e toda a sua trajetória de doação e amor. Entramos num tempo de purificação. Uma purificação semelhante à que a liturgia da palavra deste domingo nos apresenta. Na primeira leitura vemos a narração do dilúvio. Deus chamou Noé, um homem justo, e mandou-o construir uma arca. Os que entraram na arca se salvaram, e com eles Deus estabeleceu uma nova aliança. A água do dilúvio é água purificadora, como a água que nos purifica no nosso baptismo. Neste relato do livro do Génesis não vemos um Deus que castiga, mas um Deus que quer a vida em sua plenitude. Um Deus que não aceita uma vida fútil, mesquinha, uma vida desperdiçada pela prática do mal. O dilúvio não é castigo, mas p...

Bem vindo 2009

O começo de um novo ano é sempre um momento privilegiado da nossa vida. É uma óptima oportunidade para fazermos um exame de consciência, para reflectirmos sobre o rumo que tomamos no ano anterior e principalmente para fazermos novos planos. Temos um ano inteiro pela frente, pronto para ser preenchido da melhor maneira possível. Muitas coisas boas nos aguardam, muitos encontros, muitas celebrações, muitas realizações, muitos momentos felizes. Não desperdices nenhuma oportunidade que tiveres em 2009, vive intensamente cada momento, pois são nas coisas simples do quotidiano que encontramos as maiores alegrias. Neste mês de Janeiro temos momentos muito fortes da liturgia, boas oportunidades para começarmos o ano com energia e vigor. Começamos já no dia 1 com a solenidade de "Santa Maria, Mãe de Deus". No ano 431, o Concílio de Éfeso proclamou solenemente o dogma da Maternidade Divina de Maria: ela é verdadeiramente Mãe de Cristo, que é verdadeiro Filho de Deus. Maria é, assim, a ...

Epifania

Olá. Neste domingo celebramos a solenidade da epifania do Senhor. Epifania significa “manifestação” ou “revelação”. Revelação definitiva de Deus aos homens através de Seu Filho encarnado. Jesus é o verdadeiro Deus, verdadeiro Senhor e Rei, o Messias esperado por séculos e anunciado pelos profetas. A epifania faz-nos recordar e fortalecer a esperança que vem de Deus, representada nos reis magos, que se opõe radicalmente à ganância e ao desejo de poder do mundo, representado na figura de Herodes. Os textos bíblicos que hoje lemos trazem muitos símbolos e devem ser interpretados em todos os seus pormenores. Na primeira leitura temos um belo poema de Isaías que canta o triunfo da luz em Jerusalém. Estamos num contexto de pós-exílio. Os judeus voltam a Jerusalém, mas sentem imensas dificuldades em recontruir a cidade. Isaías convida a cidade a erguer-se e resplandecer, pois é Deus quem a sustenta. É uma motivação e um convite à transformação, à vida nova. O texto do evangelho de Mateus apre...

NATAL: A FESTA DO AMOR!

Natal é sem dúvida uma festa mágica, especial, cheia de encanto. É um tempo que faz florescer sentimentos belos, faz nascer a alegria e favorece a unidade. A gente que passa o ano inteiro distante, vivendo em cidades diferentes, encontra-se para celebrar esta festa. As famílias procuram comemorar unidas, com muita alegria e amor. Os amigos trocam presentes, os miúdos se alegram com as prendas e com toda a preparação para a festa. Este é o verdadeiro sentido do Natal: comemorar a alegria, a vida, o amor que nasce com Cristo e é transmitido a todos os cristãos, que somos seus irmãos. Ao celebrarmos o nascimento de Jesus, celebramos o surgimento de um novo modo de viver. Um novo modo de ver Deus e de relacionarmo-nos com ele. Um Deus mais próximo, mais amigo, mais amoroso... um Deus que é pai e mãe. Um Deus que nunca nos abandona, que está sempre pronto a nos acolher e sustentar. Celebramos também um novo modo de relacionarmo-nos com as pessoas. Por Cristo tornamo-nos todos irmãos e irmãs...