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Mensagens

Pela unidade dos cristãos

Numa sociedade fortemente marcada pelo secularismo e pela recusa constante das suas origens cristãs, é de extrema importância a união entre todas as igrejas, a fim de fortalecerem-se mutuamente na fé, compartilharem experiências e buscarem alternativas viáveis para a construção de um mundo novo. Este é o objectivo principal da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, celebrada desde 1908 entre os dias 18 e 25 de Janeiro. O tema escolhido para este ano é bastante sugestivo: “Unidos no ensinamento dos Apóstolos, na comunhão fraterna, na fracção do pão e nas orações”. Na referência aos Actos dos Apóstolos 2,42, encontramos quatro características que definem as primeiras comunidades e que constituem uma sólida base para a construção da unidade visível da Igreja hoje, como salientou o Papa Bento XVI na sua última catequese semanal. São os pilares sobre os quais deve ser reconstruída a vida cristã, como alternativa para responder à forte crise de valores que afecta a família, a educação, ...

A paz esteja convosco!

O mundo precisa de paz. Não é difícil perceber as razões de tal afirmação. Basta olhar para nós mesmos ou para a nossa sociedade e logo constataremos que vivemos em um estado permanente de tensão, angústia e conflito. A ONU e muitas outras instituições internacionais fazem um esforço enorme por diminuir as dores e tristezas causadas pelas guerras. Mas a necessidade de paz não é só uma questão entre as nações. As famílias hoje precisam de muita paz. Quantos conflitos entre esposos conhecemos? E entre pais e filhos, ou entre irmãos? Imensos. E que lástima ver uma família dividida. Nenhum motivo deveria ser suficiente para criar desunião entre pessoas do mesmo sangue, mas mesmo assim esse número aumenta a cada dia. As razões são diversas e não nos convém procurar culpados. Interessa sim saber qual a posição que devemos ter enquanto cristãos. Na Bíblia encontramos muitas referências à paz. Do Génesis ao Apocalipse, a palavra “paz” (shalom) aparece cerca de 350 vezes. Muitas delas estão no ...

2º domingo do tempo comum - 16.01

Neste 20º domingo do tempo comum, a liturgia convida-nos a meditar sobre a “vocação”, tanto de personagens importantes da história da salvação como a nossa vocação hoje. Somos convidados a descobrir os caminhos que o Senhor utiliza para nos escolher e chamar ao seu seguimento. Na primeira leitura, do livro de Isaías, vemos como Deus institui Israel como luz das nações e como elege Isaías para ser o libertador do povo exilado na Babilónia. Lemos um trecho do 2º cântico do Senhor, que descreve a vocação profética na sua estrutura clássica: Isaías é escolhido desde o ventre materno para desempenhar uma missão: ser o representante de Deus na libertação do povo, na condução de Israel para a vida, para o fim do exílio. Isaías é o ungido, escolhido para Deus manifestar a Sua glória. E a glória de Deus é exactamente a Sua presença actuante na história, conduzindo o Seu povo à vida e à liberdade. A glória de Deus continua a se manifestar hoje em nossas famílias e comunidade de fé. Nós, cristãos...

Voltar a Belém!

Com a proximidade do Natal num ano marcado pela insegurança e pela contenção de gastos, somos especialmente convidados a reflectir sobre a origem pobre de Jesus e sobre a verdadeira realidade do primeiro Natal. Segundo os relatos bíblicos, Maria e José viviam em Nazaré, mas foram a Belém, terra natal de José, descendente de David, a fim de registar-se no recenseamento ordenado pelo imperador Augusto. Enquanto estavam em Belém, Maria deu à luz o seu Filho, colocando-o numa manjedoura, pois não havia lugar para eles na hospedaria (cf. Lc 2,1-7). Os primeiros a visitarem o Menino não foram os nobres ou ricos, mas sim os pastores da região, povo simples e trabalhador. A apresentação no templo, agora em Jerusalém, dá mais alguns indícios da origem humilde de Jesus. O livro do Levítico diz que: “Se a pessoa não tiver recursos para oferecer um animal pequeno, levará para o Senhor duas rolas ou dois pombinhos” (Lv 5,7). José e Maria não oferecem um cordeiro, como era exigido, mas sim dois pomb...

Vem, Senhor Jesus!

A encarnação do verbo é um momento fundamental na história da salvação. É a confirmação de que Deus é o nosso Pai e nos ama. É o momento em que a divindade assume a natureza humana a fim de inundá-la com a Sua graça. Exatamente porque este é um momento especial, a nossa preparação para o receber e recordar deve ser especial. Desde os primeiros séculos do Cristianismo este tempo é vivido de forma privilegiada, sendo chamado de Advento. A primeira referência ao tempo do Advento vem da Espanha, já no ano 380. O Sínodo de Saragosa prescreveu uma preparação de três semanas antes da Epifania, data em que antigamente se celebrava também o nascimento de Jesus. Posteriormente a França assumiu uma preparação de seis semanas antes desta festa e no século V, através do Sacramentário Gelasiano, o Vaticano adoptou como oficial este tempo de meditação. Não tardou para que em todas as comunidades cristãs começasse a viver o Advento como preparação para a grande festa do Natal. Advento vem da ...

Nossa Senhora Aparecida

Em Outubro de 1717, Domingos M. Garcia, João Alves e Felipe Pedroso saíram nas suas canoas para mais uma jornada de pesca no rio Paraíba. Depois de algumas horas de trabalho sem terem tirado um peixe sequer do rio, João Alves puxou a sua rede e encontrou o corpo de uma Nossa Senhora, sem a cabeça. Lançando outra vez a rede, tirou a cabeça da mesma Senhora da Conceição. A partir desse momento a pescaria foi abundante e tiveram de voltar a casa por medo de naufragarem com tanto peso. Felipe Pedroso conservou esta imagem em sua casa durante algum tempo, depois fizeram-lhe uma capela onde diversos devotos iam orar. Muitos milagres se sucederam até ao dia de hoje. Em 1929, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada Rainha e Padroeira do Brasil. A coroa e o manto azul-marinho que cobrem a imagem negra de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foram doação da princesa Isabel, devota da Virgem. O actual santuário é um dos maiores do mundo. Oração Querida Mãe Nossa Senhora Aparecida, que nos amais e ...