Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de fevereiro, 2010
De que adianta lutar para conquistar grandes coisas se eh nas pequenas que esta a realizacao, o futuro, a felicidade, o amor... Tudo o que precisamos para ser feliz esta ao alcance da mão, é só saber onde buscar e como conquistar...
Normalmente preocupamo-nos com as grandes coisas: as manchetes dos jornais, os grandes problemas, os desastres, o que vai se passar daqui a um ano etc. Procura descobrir o valor das coisas simples do teu dia-a-dia. O sorriso do teu cônjuge durante o pequeno-almoço, o beijo de bom dia do teu filho ou da tua filha, o bom-dia do vizinho, as expressões no rosto das pessoas, as mudanças que teve na tua rua etc. Todas estas coisas simples fazem parte da tua vida e influenciam muito no teu estado de ânimo, por isso, valoriza-as.

Os valores na cibercultura

Um questionamento constante que se faz à cibercultura é quanto aos valores que ela defende. Ela propõe novos valores? Sim e não! Como não tem um centro director, são inúmeros os valores, e contravalores, presentes e difundidos pela rede. Porém, alguns se destacam. O filósofo Pierre Levy, no livro Cibercultura, responde dizendo que “a cibercultura pode ser considerada como herdeira legítima (ainda que longínqua) do projecto progressista dos filósofos do século XVIII, pois valoriza a participação em comunidade de debates e de argumentação”. As bandeiras iluministas da igualdade, liberdade e fraternidade, propulsoras da Revolução Francesa e da sociedade moderna, continuam de pé na cibercultura, mas com nova face. A igualdade virtual está na possibilidade que cada indivíduo tem de se conectar com todos e enviar informações a toda comunidade virtual. A conexão é igual sempre, não há hierarquias, classes, raças etc. A igualdade está também no fato de todos serem editores, produzirem e partil...

Internet e igreja. Aspectos positivos e negativos.

A cibercultura possui uma estrutura bastante particular, como vimos em artigos anteriores publicados neste mesmo espaço. Uma das suas principais características é não aceitar absolutismos. O valor mais forte na cibercultura é a liberdade. Liberdade de escolha, liberdade de pensamento, liberdade de acção. Ninguém se guia por normas autoritárias e inquestionáveis. Daí a origem de uma grande dificuldade de relacionamento entre a Igreja e a cibercultura. Escritura e Tradição, as principais fontes da fé cristã, são abaladas pela cibercultura. Diversos livros “sagrados” ocupam o mesmo espaço que a Bíblia e todos disputam com idéias não-religiosas, que muitas vezes são postas em pé de igualdade. A Escritura não é aceita como verdade absoluta, inquestionável. A verdade revelada entra em choque com a liberdade de opinião da cibercultura, assim como a autoridade da Igreja na interpretação agride a subjectividade contemporânea. Igualmente a proposta universal da Bíblia exerce certa resistência so...

Como viver a espiritualidade na cibercultura?

O ser humano vive em um constante processo de autocompreensão e autoconstrução. Para tanto, é fundamental a sua relação consigo mesmo, com o mundo, com o outro e com o transcendente. Na cibercultura esses conceitos não se alteram. Ao contrário, são intensificados, uma vez que o principal objectivo da cibercultura é a interligação, tanto de pessoas quanto de informações. Ela abre novas possibilidades que podem ajudar em muito a crescermos pessoal e espiritualmente. A cibercultura entende o corpo humano não no seu aspecto físico, mas enquanto presença intencional, um meio de comunicação, de expressão, de contacto com o outro e com Deus. O ser humano é um ser actuante, tanto no mundo “real” quanto no “virtual”, que é construído e habitado por seres reais, que interagem, se comunicam e crescem a partir de sua experiências. Mesmo no mundo virtual, o que buscamos é a relação, o contacto com o outro. A vantagem é que este outro não está aprisionado aos limites do tempo e do espaço. Os encontr...

Ciberigreja!

Na edição anterior discutíamos aqui se o ambiente de cibercultura é também um espaço sagrado, que possibilita o encontro com Deus. Descobrimos que sim. Hoje gostava de propor um novo passo na discussão: o que existe de concreto e como os católicos e a Igreja em especial interagem neste meio? A Igreja Católica ainda engatinha na cibercultura, mas já tomou consciência de que esta é a tendência actual e que é de fundamental importância se adequar à nova cultura. Igino Domanin afirma: “Em breve nascerá um novo tipo de ‘Igreja’, emanação virtual daquela tradicional, geográfica e temporalmente deslocada, mas não por isso menos eficaz na sua acção evangelizadora”. Os textos oficiais mostram o interesse da Igreja em reflectir sobre o tema. Em 2002, em sua mensagem para o Dia Mundial da Comunicação, o papa João Paulo II afirmou: “o novo mundo do espaço cibernético é uma exortação à grande aventura da utilização de seu potencial para proclamar a mensagem evangélica. Este desafio está no centro d...

Deus e cibercultura combinam?

Vivemos num momento privilegiado da história, o alvorecer de um novo milénio, que é particularmente marcado pela velocidade das transformações políticas, económicas, sociais, culturais e tecnológicas. A cada dia que passa somos atingidos por uma avalanche de informações inimagináveis em outros períodos da história da humanidade. Neste ambiente dito cibercultura somos levados a questionar-nos se é possível e se ainda tem sentido falar da relação com Deus. A princípio parecem coisas dicotómicas e impossível de conviverem. Mas se compreendermos a nova concepção antropológica que nasce com o advento do mundo virtual, podemos dar alguns passos na discussão deste tema e na obtenção de uma nova forma de viver a fé. Muito mais do que um conjunto de órgãos e tecidos, o corpo é o que dá constituição e expressão ao ser humano. Não se restringe à presença puramente física, material. Na cibercultura, importa mais a dimensão do corpo como presença intencional, o homem está no mundo em situação funda...

V domingo do tempo comum

A liturgia da palavra do quinto domingo comum reserva-nos um profundo ensinamento sobre a missão e a resposta ao chamamento de Deus que os discípulos devem dar. Celebra a vocação profética e missionária, com todas as suas alegrias e exigências. Logo na primeira leitura, o profeta Isaías descreve o seu envio em missão. Este relato marca o início do chamado primeiro Isaías, ou o “livro do Emanuel”. Ele apresenta duas partes muito bem definidas. A primeira é uma epifania, ou seja, a manifestação de Deus ao profeta. Isaías tem uma forte experiência de Deus. A visão descrita ocorre no templo, durante uma liturgia e mostra que Deus é Santo e Senhor da História. Ele derrama a sua glória sobre o mundo, santificando todo o povo. A segunda parte é a consagração do profeta. Isaías é purificado de seus pecados e já não se sente limitado para a missão, para desenvolver a actividade profética. O texto de Isaías faz-nos reflectir sobre diversas questões, mas a principal deve ser o modo como a nossa l...